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Artigos

Futebol, gênero e homossociabilidade nas redes sociais: a masculinidade no circuito comunicacional do WhatsApp

Adriana Braga e Alexandre Carauta - Intercom , 43 (1), 2020

Resumo: O futebol é um elemento fundamental na cultura e identidade nacional brasileiras. Marcado por um viés de identidade masculina, o futebol no Brasil relaciona-se a valores como honra, sexualidade e dignidade. A incorporação dos processos digitais na vida cotiduiana tem reconfigurado a comunicação tematizada pelo futebol entre torcedores no âmbito das redes sociais. Elementos identificados em estudos anteriores na sociabilidade entre torcedores, como a jocosidade e a afirmação de masculinidade dominantes, atualizam-se nas plataformas digitais. Partindo de uma abordagem netnográfica, esta pesquisa buscou identificar arranjos identitários e interacionais no circuito comunicacional de um grupo de “peladeiros” no WhatsApp. Os resultados apontam para padrões de reiteração da masculinidade hegemônica, em termos de “homossociabilidade masculina”, “jocosidade de gênero” e “sátira política”.

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Eventos históricos y cine de archivo: cuando las ausencias nos miran

Andréa França Martins e Nicholas Andueza - Revista de La Associación de Estudios de Cine y Audiovisual, 21 (1), 2020.

Resumo: El artículo analiza varios de los procedimientos de "larga temporalidad" (desaceleración, congelamiento de la imagen, etc.) en el montaje del cine de archivo y las formas de sensibilidad y conocimiento histórico que dichos procedimientos favorecen. Los documentales analizados toman imágenes de acontecimientos públicos ya que buscan pensar de qué forma tienen efecto en la historia y cómo se centran en las singularidades de la imagen. Estos son la dictadura en Natureza Morta (Susana de Sousa Dias, 2005), la migración negra en As Nove Musas (John Akomfrah, 2010) y la catástrofe natural en The great flood (Bill Morrison, 2012). Se propone que el cine de archivo tiene una función pedagógica ya que plantea una experiencia de imagen-acontecimiento portadora de tensiones y no de verdades acabadas.

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As “coisas” em seus devidos lugares: as materialidades no campo da Comunicação e do Consumo

Cláudia da Silva Pereira, Joana Beleza e Marcella Azevedo - E-compós, 23(1), 2020

Resumo: O objetivo deste artigo é refletir sobre o lugar das pesquisas sobre as materialidades no campo da Comunicação em sua interlocução com os estudos do Consumo, considerando, para tanto, mais a “coisa” em si mesma, no sentido físico e material, do que sua representação ou significação. Analisamos artigos dos encontros anuais da Compós de 2000 a 2018 e trabalhos de autores que já participaram do GT Consumos e Processos de Comunicação, desde 2015. Concluímos que os estudos sobre as materialidades já estão presentes nas pesquisas da área, faltando apenas que se lance sobre eles uma luz, considerando-os como parte de discussões, de fato, densas e importantes para a compreensão de fenômenos comunicacionais contemporâneos.

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Luz del Fuego: celebridade, gênero e moralidade no Brasil

Everardo Rocha e Ligia Lana - E-compós, 23 (1), 2020.

Resumo: Este artigo investiga a trajetória midiática de Luz del Fuego em revistas e jornais brasileiros de 1930 a 1970. Quatro temas marcantes foram identificados: carnaval, violência, censura e política. A pesquisa examina, em torno desses temas, a relação entre celebridade, gênero e cultura, observando os modos como Luz del Fuego se posicionou como mulher famosa. O trabalho indica que Luz del Fuego soube ser um sucesso de escândalo, tendo planejado uma carreira, antes de mais nada, midiática. As conclusões mostram que, ao promover distúrbios morais no espaço público, ela participou, de maneira ambígua, das transformações dos papéis sociais de mulheres e homens entre 1950 e 1970.

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Le cinéma comme événement : le visible sur l’écran

Gustavo Chataignier e Luiz Baez - Amerika, 20, 2020

Resumo: Le texte porte sur le cinéma compris à la lumière du concept d’événement. Cette coupure symbolique instaure la place pour des nouvelles subjectivités. Une telle approche prend ses distances par rapport à la fois d’une détermination technique et d’une lecture issue des représentations sociologique. L’enjeu en est de saisir les déplacements des normativités, c’est-à-dire des attentes et de modes reconnaissances, vérifiés par la quête des sujets.

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Sobredeterminación y universalismo: Brasil en el siglo XXI

Gustavo Chataignier - Revista Latinoamericana do Colégio Internacional de Filosofia, 2020

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O O Grupo Globo e as restrições à autonomia da rádio CBN

Patricia Maurício e Creso Soares Junior- Rumores (USP), v.14, n.27, 2020.

Resumo: A Central Brasileira de Notícias (CBN), em seus primeiros dez anos de vida, saiu de uma relativa autonomia editorial para a tutela do Grupo Globo. A organização empresarial percebeu a influência que a emissora passou a ter na política e na economia do país e decidiu adequá-la à política empresarial do grupo. O lucro foi outro fator preponderante para as mudanças na emissora nesse período. Para este artigo foram feitas entrevistas com profissionais que trabalharam durante esses anos na emissora em cargos de comando. Além disso, foi utilizada bibliografia para o embasamento teórico, com destaque para César Bolaño e Valério Brittos.

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Idoso equilibrista: a temática da morte em narrativas de humor e de drama nas séries de TV

Tatiana Siciliano e Valmir Moratelli - Tropos: Comunicação, sociedade e cultura, 9(1), 2020

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Empreendimentos jornalísticos digitais e o interesse público

Patricia Mauricio e Raquel Almeida - Revista Latinoamericana Comunicación Chasqui. v. 1, n.142, 2020.

Resumo: O objetivo desse artigo é analisar o ecossistema de empreendimentos digitais de jornalismo no Brasil, criados em sua maioria por jornalistas egressos de veículos tradicionais. Em grande parte, esses jornalistas foram demitidos de seus empregos por conta da disrupção do modelo de negócios do jornalismo causada pela internet, e se tornaram empreendedores por falta de escolha. Inspirado pelo movimento do empreendedorismo digital, pela utopia do livre acesso à informação e pela ideologia californiana, neste novo ambiente é possível identificar as relações dessas iniciativas com plataformas como Facebook e Google e com os veículos de comunicação tradicionais. A investigação problematiza este modelo de negócios inspirado em startups e sua relação com o interesse público.

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AI and the Singularity: A Fallacy or a Great Opportunity?

Adriana Braga e Robert Logan - Information, v.10, 2019.

Resumo: We address the question of whether AI, and in particular the Singularity—the notion that AI-based computers can exceed human intelligence—is a fallacy or a great opportunity. We have invited a group of scholars to address this question, whose positions on the Singularity range from advocates to skeptics. No conclusion can be reached as the development of artificial intelligence is still in its infancy, and there is much wishful thinking and imagination in this issue rather than trustworthy data. The reader will find a cogent summary of the issues faced by researchers who are working to develop the field of artificial intelligence and in particular artificial general intelligence. The only conclusion that can be reached is that there exists a variety of well-argued positions as to where AI research is headed.

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A dimensão metafísica da Inteligência Artificial

Adriana Andrade Braga e Mônica Chaves - Revista Crítica de Ciências Sociais, 119 (2), 2019.

Resumo: Este artigo discute o caráter metafísico das narrativas prospectivas acerca da Inteligência Artificial a partir do dualismo cartesiano. Analisamos duas ideias que permeiam o imaginário social em torno das tecnologias digitais a respeito do papel cultural que estas desempenham e de suas consequências na realidade social: a de que, em um futuro breve, numa modernidade utópica (ou distópica), as máquinas se tornarão progressivamente “inteligentes” para o melhoramento (ou dominação) dos seres humanos; e aquela segundo a qual os seres humanos e seus corpos são “máquinas” da natureza e, portanto, passíveis de melhoramento ou transcendência por meio da tecnologia.

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The agenda of disinformation: 'fake news' and membership categorization analysis in the 2018 Brazilian presidential elections

Mônica Chaves e Adriana Braga - Brazilian Journalism Research, 15 (3), 2019.

Resumo: One of the main aspects of public debate in Brazil in the period that preceded the 2018 presidential elections was the dissemination of false stories via social media and messaging apps. Disinformation, misinformation, and mal-information – phenomena that comprehend elements such as wrongful, out of context, distorted and fabricated information, among others – were a major concern in the election, highlighted by the number of false stories debunked by independent fact-checkers. In the 20-day period between the two rounds of the presidential election, six fact-checking websites posted 228 verifications of false stories disseminated on social media and/or messaging apps, covering a range of about 132 different topics. This article aims to analyze the categorizations enunciated in their discourses. In order to do so, the methodological perspective utilized was the Membership Categorization Analysis, affiliated with the tradition of Ethnomethodology.

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O pragmatismo de Peirce e a Comunicação

Adriana Braga e Mônica Chaves - Questões Transversais, 7 (14), 2019.

Resumo: Adriana Braga e Mônica Chaves comentam o artigo de Francisco José Paoliello Pimenta e Marina Aparecida Sad Albuquerque de Carvalho

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O cinema de arquivo e a (des)pedagogia das sensibilidades: uma imersão em outros espaços e tempos

Andrea França e Nicholas Andueza - Revista Acervo, 32 (3), 2019.

Resumo: O artigo avalia as novas formas de sensibilidade e fazer histórico possibilitadas pelo cinema de arquivo – em especial procedimentos de temporalidade longa. Os documentários investigados retomam imagens de acontecimentos históricos e não imagens privadas: a ditadura em Natureza-morta, a migração em As Nove Musas e a revolução em Videogramas de uma Revolução. Defende a função (des)pedagógica do cinema de arquivo.

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Comunicación política, eleciones y democracia: las campañas de Donald Trump y Jair Bolsonaro

Arthur Ituassu, Leticia Capone, Leonardo Firmino, Vivian Mannheimer e Felipe Murta - Perspectivas de la Comunicación, 12 (2), 2019

Resumo: Este artículo tiene como objetivo reflexionar acerca de los posibles impactos de prácticas de comunicación política digital en el ambiente electoral sobre la democracia brasileña y las democracias en general, a partir de las elecciones presidenciales en Estados Unidos (2016) y Brasil (2018). Nuestro propósito es desarrollar una discusión en el marco de la "americanización", "modernización", "posmodernización" e "hipermediatización" de las campañas, así como a través de la idea de "eclipse del público" de John Dewey (1927). En perspectiva comparada, realizaremos una breve contextualización de las dos elecciones, con un enfoque especial en las plataformas de Donald Trump, en los Estados Unidos y de Jair Bolsonaro, en Brasil. Las mismas serán estudiadas con base en una metodología de estudio de caso en perspectiva histórica, mediante la cual tres investigadores analizaron más de 300 documentos, incluyendo artículos, reportajes, informes, entrevistas, etc. El análisis del contenido fue realizado a partir de la idea de "propaganda computacional", como una práctica comunicacional que utiliza datos, algoritmos y automatización para administrar y diseminar información (y desinformación) en los medios digitales. A partir de las contextualizaciones y discusiones propuestas, sugerimos: 1) una noción más amplia de "hipermediatización" como paradigma de entendimiento de los procesos de comunicación política en los contextos electorales, lo que llamamos de "hipermediatización extendida"; y 2) la idea de "eclipse del público", de John Dewey, para evaluar los problemas potenciales generados en la esfera pública por la fragmentación del público en varios minipúblicos. Con lo expuesto anteriormente, esperamos contribuir para los debates sobre cómo las tecnologías digitales de la comunicación pueden afectar, no solamente a las campañas, sino también a la política y a la democracia.

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Da Guerra ao Iraque à Primavera Arabe: mídias digitais e ativismo transnacional

Vivian Mannheimer, Arthur Ituassu e Leticia Capone - Contracampo, 38 (3), 2019.

Resumo: O objetivo desta pesquisa é identificar os principais atores de dois episódios recentes do ativismo transnacional e o papel das mídias digitais para protestos. A partir de uma revisão de literatura serão analisados dois casos emblemáticos: os protestos coordenados de 15 fevereiro de 2003 contra a iminente Guerra ao Iraque e os de 2011 no Egito, no contexto da Primavera Árabe. Serão trabalhadas as seguintes questões nos casos estudados: 1) Quem são os principais ativistas nesses dois contextos?; 2) Por que trata-se de eventos transnacionais? 3) de que forma as mídias digitais são utilizadas?

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Museus, coisas e pessoas: três estudos de caso para refletir sobre os vínculos entre materialidade e vida social

Joana Beleza, Juliana Müller e Claudia Pereira - Anais do Museu Paulista, 27 (1), 2019.

Resumo: O presente artigo busca demonstrar a pertinência dos estudos relativos aos vínculos estabelecidos entre pessoas e objetos no entendimento da vida social contemporânea. Para tanto, fundamenta-se a partir de referências teóricas que, em distintas proporções, refletem a respeito da cultura material, entre elas Daniel Miller, Colin Campbell, Grant McCraken, Mary Douglas e Baron Isherwood, Igor Kopytoff e Tania Andrade Lima.5 Para efeito de recorte, os museus serão contemplados como lugares privilegiados na observação de tais vínculos. Nesse sentido, o artigo traz, como exemplos, o Sherlock Holmes Museum (Londres, Inglaterra), o DDR Museum (Berlim, Alemanha) e o Harley-Davidson Museum (Milwaukee, Estados Unidos). Trata-se de ressaltar a importância das pesquisas sobre a relação entre as pessoas e os objetos, nesta proposta favorecida por meio de narrativas ficcionais, de narrativas de períodos históricos e de trajetórias que se desenham em estilos de vida e pertencimentos.

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Consumo, publicidade e trocas simbólicas

Bruna Aucar, Marina Frid, William Corbo e Everardo Rocha - Revista Interin, 24 (1), 2019.

Resumo: Everardo Rocha é autor de importantes obras sobre o consumo, a publicidade e a comunicação de massa. Suas reflexões oferecem subsídios para o entendimento das principais transformações culturais da sociedade moderno-contemporânea. Magia e Capitalismo: um estudo antropológico da publicidade, publicado em 1985, é reconhecido como um estudo pioneiro nas ciências sociais brasileiras por abordar o
consumo e a publicidade como sistemas simbólicos. Nesta entrevista, Rocha discute os desafios da reflexão acadêmica em torno das narrativas publicitárias e aborda o papel de Magia e Capitalismo para a consolidação do campo da antropologia do consumo no Brasil.

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Saias, selins e sensibilidades: movimentos feministas e bens de consumo

Everardo Rocha e Beatriz Beraldo - Comunicação, Mídia e Consumo, 16 (45), 2019.

Resumo: Esse artigo tem como objetivo apresentar, em perspectiva histórica, momentos de estreita vinculação entre a atuação política do feminismo e as práticas de consumo modernas. O enfoque central será a análise do surgimento da bicicleta como bem de consumo. Ainda que pensado para homens, foi – nos Estados Unidos e em vários países europeus – apropriado pelas mulheres, que rapidamente transformaram-se nas suas principais consumidoras. A chegada desse bem de consumo foi relacionada às lutas feministas por emancipação, provocando uma uma onda de transformações sociais.

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No jardim das delícias: os dilemas de Brigitte Bardot no Rio de Janeiro

Everardo Rocha e Ligia Lana - Matrizes, 13 (1), 2019.

Resumo: Neste artigo, analisamos os modos como a mídia noticiou a passagem de Brigitte Bardot pelo Rio de Janeiro, entre janeiro e abril de 1964, buscando compreender as relações entre o fenômeno da fama e a cultura. A visita da estrela francesa contribuiu para o desenvolvimento do turismo em Búzios. Investigamos os modos como a atriz se posicionou como celebridade, negociando sua presença na mídia carioca. Examinamos também os discursos que envolveram a caracterização de Brigitte Bardot como símbolo sexual feminino. As conclusões indicam três dualidades marcantes da vinda da atriz ao Brasil: o amor e o ódio com relação à mídia; a fama e o anonimato; as celebridades e a promoção do consumo.

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Do you know who you are selling to? An ethnographic approach to upper-class shopping experiences in Rio de Janeiro

Ana Carolina Balthazar e Everardo Rocha - Journal of Consumer Culture, 2019.

Resumo: An ethnographic approach to consumption practices of upper-class young-adult women in Rio de Janeiro, Brazil, shows how shopping and selling experiences are seen as opportunities for owners, staff, and customers to build social relations. As a consequence, the belt of trust that is built through such transactions creates a network of stores, women, brands, and goods attached by strong reciprocity ties. This also produces a distinction between shops that are “cozy,” and the ones that are bureaucratic and “open to everyone.” Among such practices, informants reproduce the particular Brazilian rite of asking “Do you know who you are talking to?” to reinforce local social hierarchies and distinctions, a rite that was previously analyzed by the anthropologist Roberto DaMatta. While consumption practices are often seen as some sort of North Americanization of the world, we argue for the importance of ethnographic accounts that map local forms of appropriation and particular power dynamics.

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A publicidade como ação coletiva: agências, modelos de negócios e campos profissionais

Everardo Rocha e Bruna Aucar - Revista Brasileira de História da Mídia, 8 (1), 2019.

Resumo: Este trabalho analisa a constituição do campo publicitário a partir do aparecimento de empresas que organizam modelos produtivos e identidades profissionais em torno de ações coletivas. Parte-se da premissa de que a agência foi a instituição responsável por traçar as condições de existência de um segmento, até então inexistente. O estudo concentra-se no exame das primeiras disposições profissionais instituídas pelas agências entre meados do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e Europa e a posterior reprodução deste padrão de negócios no Brasil. Assim, procura-se realçar, com o percurso histórico destas agências pioneiras, o surgimento de funções profissionais e suas formas de atuação conjugadas para o reconhecimento social da publicidade.

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A publicidade no Brasil: identidades profissionais e organização do trabalho nas agências

Everardo Rocha e Bruna Aucar - Media & Jornalismo, 19 (34), 2019.

Resumo: Este trabalho pretende realizar uma interpretação do mundo da publicidade e das identidades profissionais nele negociadas através da teoria da ação coletiva de Howard Becker. O objetivo é pensar as várias funções e denominações corporativas elaboradas dentro de uma agência de propaganda no Brasil. Os elos cooperativos e redes de convenções estabelecidos no campo foram determinantes para o reconhecimento da profissão e para a materialização desse tipo específico de comunicação. Atores sociais e suas ações são partes determinantes da produção do conhecimento e da construção das identidades em um determinado sistema social. Neste sentido, é possível entender o discurso que a publicidade deposita na cultura, analisando o resultado da ação conjunta e coordenada de identidades profissionais cuja colaboração é necessária para que o trabalho se realize.

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Balibar hégélien ? La coupure de l’universel

Gustavo Chataignier - Université Paris 8, 22 des Cahiers Critiques, 2019.

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Máquinas da escritura: devires sensíveis

Gustavo Chataignier - Revista Latinoamericana do Colégio Internacional de Filosofia, v.1, 2019.

Resumo: Nosso intuito é o de, graças à caracterização da linguagem enquanto instauradora e detectora de topos, em um só tempo cortante e cortada, nos voltar à obra poética de Carlos Drummond de Andrade. Em particular, importa a análise do poema A máquina do mundo, contido no livro de sugestivo título, Claro enigma (1951).

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As rotinas produtivas do coletivo Mídia Ninja: narrativas jornalísticas e midiativismo

Leonel Aguiar e Claudia Rodrigues - Estudos em Jornalismo e Mídia, 16 (1), 2019.

Resumo: Na eclosão dos protestos que se disseminaram por cidades brasileiras em 2013, emerge a Mídia Ninja, um coletivo de ativistas que realizou a cobertura dos eventos utilizando celulares e transmitindo via streaming para plataformas virtuais. Este artigo apresenta o resultado de uma pesquisa sobre as rotinas produtivas desse coletivo, a partir de conceitos oriundos das teorias do jornalismo, especialmente da agenda-setting e do newsmaking. A partir de metodologia mista, que une observação participante a análise de conteúdo, foram criadas cinco categorias que revelam uma disputa de narrativas. Essa disputa se expressa nas tentativas de desconstrução do discurso jornalístico produzido pelo polo empresarial do campo do jornalismo e pelos questionamentos dos valores que regem o polo profissional deste campo.

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Precisão e credibilidade: agências independentes de jornalismo e o uso do big data

Leonel Azevedo de Aguiar e Claudia Rodrigues - Esferas, 14 (1), 2019

Resumo: Novos modos de produção impactam a centralidade da mídia. Amparadas no big data, agências online de jornalismo independente sem fins lucrativos expandem seu território pautadas pelos valores do campo jornalístico. ProPublica, The Bureau of Investigative Journalism e Agência Pública reforçam o paradigma do interesse público e transparência. Compostas por equipes multimídias, apontam a emergência de um novo ciclo que resgata a importância da objetividade a partir da precisão do jornalismo de dados.

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Disputas narrativas na constituição das cidades sustentáveis: estudo de caso sobre umprograma telejornalístico

Leonel Aguiar e Paula Miranda - Revista de Estudos Universitários, 45 (1), 2019

Resumo: O estudo de caso sobre um programa de TV pode despertar a compreensão de como as disputas narrativas constroem o relato jornalístico sobre o cotidiano de uma metrópole em constante transformação. Esta é a proposta deste artigo que faz a análise de um dos episódios do programa Cidades e Soluções, exibido no canal Globo News, apresentando a disputa narrativa expressa na cobertura telejornalística sobre o processo de urbanização da zona portuária do Rio de Janeiro. O trabalho também aproxima autores que pensam a cidade – Perec, Simmel, Banchot, Certeau e Harvey – com os conceitos advindos da teoria do jornalismo, visando contribuir para o debate sobre a noção de cidade sustentável no jornalismo ambiental.

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As imagens de vídeos amadores e de vigilânc ia no telejornalismo: um estudo sobre as práticas jornalísticas contemporâneas

Leonel Aguiar e Ana Paula Goulart de Andrade - Revista Pauta Geral, 6 (2), 2019.

Resumo: A proposta deste artigo é apresentar os resultados de uma pesquisa sobre as práticas jornalísticas contemporâneas que utilizam imagens de vídeos de vigilância e de vídeos produzidos por amadores na construção das narrativas do telejornalismo. A partir das metodologias de inspiração etnográfica utilizadas pelos estudos de newsmaking, interpreta as entrevistas realizadas com jornalistas de televisão, no intuito de tentar compreender como são afetadas as práticas jornalísticas desses profissionais devido aos desafios tecnológicos que estão ressignificando o campo jornalístico. Visa também demonstrar, através de autores das Teorias do Jornalismo, de que forma os valores éticos da comunidade profissional dos jornalistas estão sendo afetados por novos contornos impostos pelas tecnologias digitais de informação e comunicação e seus rápidos avanços tecnológicos. Palavras-chave: Teoria do Jornalismo. Telejornalismo. Práticas jornalísticas.

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Flagrantes e anúncios: temporalidades em perspectiva na revista ilustrada Fon-Fon!

Tatiana Siciliano, Everardo Rocha, Maria Carolina Medeiros e Melba Porter - Contracampo 38 (3), 2019.

Resumo: A partir do pressuposto de que a comunicação é uma prática social, propomos compreender a relação entre cultura midiática e vida moderna, aqui pensada sob os aspectos da temporalidade, buscando o passado como ferramenta para entender o presente. No presente artigo, tomaremos as revistas ilustradas como construtoras do espetáculo da cidade e da encenação da modernidade, traduzindo para os leitores as formas de sociabilidade adequadas à época e atuando como mediadoras nessa fase de transição. O nosso corpus será composto de 12 edições da Fon-Fon!, publicadas em 1908. Tomaremos as seções “Na Calçada” e “O Rio Elegante”, bem como algumas propagandas, como objetos da análise.

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Interdição e Invisibilidade nas representações cinematográficas: a geográfica doméstica das empregadas em Que horas ela volta? e Aquarius

Licia Marta Da Silva Pinto, Tatiana Oliveira Siciliano e Maurício de Bragança - Galáxia, n.42, 2019.

Resumo: O emprego doméstico se configurou historicamente como um espaço de permanência de práticas coloniais, atravessado por hierarquias da ordem de gênero, classe social e identidades étnico-raciais. Produto direto da escravidão e organizado às margens das relações trabalhistas, a profissão é marcada por preconceitos sociais e econômicos. A agente social, empregada doméstica, foi representada pelo cinema e TV como coadjuvante e subalterna, ocupando um lugar periférico e silenciada pelas relações de poder que caracterizavam o espaço da família burguesa. Recentemente alguns filmes nacionais têm problematizado o local ocupado pela doméstica dentro do lar. A partir de uma reflexão sobre espaços, territórios e mobilidades, pretendemos abordar neste artigo dois filmes que mostram as tensões na relação entre empregadas e patroas na casa/família, Que horas ela volta? e Aquarius.

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Narrativa e ética no cinema brasileiro do século XXI: a questão do ponto de vista

Vera Figueiredo e Eduardo Miranda - Lumina, 13 (1), 2019.

Resumo: No campo da literatura, a partir do final do século XIX, o ceticismo diante da possi-bilidade de uma representação objetiva, a ideia de que, antes de qualquer conteúdo ideológico, já seria ideológica a pretensão do narrador de representar a realidade, tem como resultado a perda de espaço da narrativa em terceira pessoa: esta cede lugar aos relatos em primeira pessoa, nos quais o narrador, frequentemente, se autoparodia, como se tivesse de se justificar, de pedir desculpas por ter ousado relatar algo, multiplicando-se os pontos de vista de modo a relativizar qualquer certeza. No âmbito deste artigo, busca-se pensar tal questionamento da objetividade narrativa no campo cinematográfico, considerando a crítica realizada, no Brasil, a partir dos anos 70, à “voz do saber” e ao uso da terceira pessoa, predominante no discurso do Cinema Novo. Parte-se da conjunção, no pós-golpe militar, entre a autocrítica dos cineastas intelectuais e o surgimento do cinema direto, com captação simultânea de imagem e som, para pensar a opção pelo ponto de vista – primeira ou terceira pessoa – no atual cinema de ficção brasileiro e sua relação com as demandas éticas e políticas que têm pontuado as duas primeiras décadas do século XXI.

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Pertencimento como categoria analítica: etnometodologia para o estudo do senso comum

Adriana Braga e Edson Gastaldo - E-compós, v.22, 2018.

Resumo: O objetivo deste artigo é apresentar e discutir alguns fundamentos teóricos da noção de pertencimento como categoria analítica, a partir da perspectiva da técnica de pesquisa chamada de “Análise de Categorizações de Pertencimento” (ACP). Trata-se de uma abordagem metodológica naturalista, de orientação etnometodológica, que analisa fragmentos de interação comunicativa do ponto de vista dos procedimentos de categorização e classificação, bem como da interação entre categorias e seus predicados, do ponto de vista dos/as interagentes.

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Pensamento Sistêmico-Ecológico: Luhmann, McLuhan e o sujeito

Adriana Braga e Adriano Duarte Rodrigues - Questões Transversais, 6 (12), 2018.

Resumo: Aproximações entre a Teoria dos Sistemas, de Niklas Luhmann, e a perspectiva da Ecologia das Mídias, de Marshall McLuhan, são discutidas. Em contraposição ao estruturalismo nos anos 1970, Luhmann reverteu o domínio da estrutura sobre o ambiente. Ao contrário de Habermas, Luhmann propôs que o ambiente precede o sistema, como para McLuhan o meio precede a mensagem. Através da noção de figura/fundo, McLuhan enfatizou o fundo, perspectiva estética que se aproxima da abordagem de Luhmann, na qual o ambiente precede o sistema. Exploramos a noção de ambiente nessas teorias e sua relação com a noção de sujeito, que à primeira vista parece alheio às preocupações de ambos, originando acusações de anti-humanismo e determinismo tecnológico. Entretanto, a concepção de sujeito permanece como instância paradoxal e transcendente, entre os binômios Umwelt/System e Figure/Ground. Explorando a natureza sistêmica do pensamento de McLuhan, buscamos relacionar a Ecologia das Mídias e a Teoria dos Sistemas.

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Séries documentais na televisão: o travelling-rasante de African Pop

Andréa França Martins - Galáxia, n. 37, 2018.

Resumo: Há uma escassez de pesquisas sobre as séries documentais feitas para a TV Manchete na década de 1980. Diante dessa lacuna, o artigo apresenta o contexto dessas duas experiências na relação com os agentes - diretores, equipe e produtores - responsáveis. Argumenta que há nesses programas um desejo de internacionalização, de olhar para fora do país, de renovação da linguagem documental televisiva que assume diferentes estéticas e que precisa ser analisado. A chegada da tecnologia do vídeo colabora para tais transformações. Para abordar esse tema, investiga a série African Pop, uma rara construção na TV sobre a imagem da África e dos negros, que foi ao ar em 1989.

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Camadas de ausência no cinema de arquivo: a produção de sentido na era digital

Andréa França Martins e Nicholas Andueza - Revista do Arquivo, n.6, 2018.

Resumo: Propomos a noção de camadas de ausência para lidar com a constância das lacunas no embate com as imagens de arquivo. A partir do curta Passeio público, feito com restos do filme A cidade do Rio de Janeiro (1924), de Alberto Botelho, exploramos momentos de ausência – de imagens, de informações, de dados históricos – de modo a revertê-los em produção de sentido. Entendemos a lacuna como elemento que não para de se modificar, que nunca se esgota no trabalho de montagem com imagens do passado. A noção de fotogenia (Jean Epstein) norteou o processo de montagem do curta e a reflexão aqui apresentada sobre a natureza e a história das imagens sobreviventes. Este processo prático-teórico só foi possível devido à acessibilidade e à maleabilidade do arquivo digital.

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Compartilhamento de mídia e preferência eleitoral no Twitter: uma análise de opinião pública durante as eleições de 2014 no Brasil

Arthur Ituassu, Sergio Lifschitz, Leticia Capone, Maria Beatriz Vaz e Vivian Mannheimer -Palabra Clave, 21 (3), 2018.

Resumo: Esta pesquisa analisou tweets postados durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2014 no Brasil, no intuito de investigar a mídia compartilhada e a preferência eleitoral do cidadão no Twitter. Para tanto, desenvolvemos uma metodologia e aplicamos uma análise manual de conteúdo e sentimento sobre uma amostra de 1 129 tweets (N = 1 129) publicados no momento, a fim de identificar qual a mídia compartilhada em cada uma das publicações e a preferência eleitoral expressa no tweet entre os dois candidatos na disputa. Nossos achados reforçam a noção de que há uma predominância do compartilhamento de mainstream media no ambiente das mídias sociais, mas ressaltam também a presença considerável (40 %) do que chamaremos de “mídias complementares”, que oferecem conteúdo mais partidarizado durante a campanha. Ao mesmo tempo, ambos os “públicos” constituídos na análise compartilharam a mesma proporção de mídia de mainstream e mídias complementares, o que denota um padrão a ser testado em futuros estudos.

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Sujeito, mídia e -consumo de experiência- nas celebridades juvenis: afetos e proximidade na relação da escritora Paula Pimenta com suas fãs

Marcela Azevedo, Claudia Pereira e Carla Barros - Comunicação, Mídia e Consumo, 15 (42), 2018.

Resumo: Com 18 livros publicados e mais de 1,2 milhão de exemplares vendidos, Paula Pimenta é um fenômeno de vendas do mercado editorial nacional. Tendo em vista sua expressividade como celebridade juvenil, partiu-se de um estudo de caso sobre a relação da escritora com suas fãs, que extrapola o ambiente midiático e a interação via redes sociais, configurando-se como uma relação próxima e pessoal, na qual afetos e estados de subjetividade são vivenciados na tênue fronteira entre ficção e realidade. Pretende-se investigar aspectos de “consumo de experiência” identificados nessa relação, assim como compreender o impacto desses mecanismos na constituição de identidades juvenis contemporâneas. Foram analisadas matérias publicadas na mídia sobre a autora e suas obras, assim como a interação entre Paula Pimenta e suas fãs, nas redes socias online.

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"Como eu realmente..." a escritura do diário em forma de quadrinhos

Claudia Pereira e Miguel Mendes - Revista Nona Arte, 7 (1), 2018.

Resumo: Tem por objetivo refletir sobre o caráter autobiográfico e confessional de algumas tiras em quadrinhos divulgadas via canais da internet por artistas que trazem para o seu trabalho temas que são aqui identificados como pertinentes às culturas juvenis. Para tanto, a obra da artista Cora Ottoni é tomada como objeto de análise. Tais obras são associadas, de um lado, à tradição do movimento romântico na literatura e nos quadrinhos e, de outro, à ética de exposição/proteção da vida privada em vigência entre jovens.

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Imagens de Pagu: trajetória midiática e construção de um mito

Everardo Rocha e Ligia Lana - Cadernos Pagu, (54), 2018.

Resumo: Este artigo investiga a trajetória midiática de Patrícia Galvão (1910-1962). Sua aparição, quando se tornou conhecida no bojo do modernismo brasileiro, e as duas subsequentes fases de sua trajetória – presa política e torturada; jornalista e crítica cultural – são examinadas. Analisamos jornais e revistas, biografias e estudos acadêmicos, apresentando significados das imagens de Pagu. Ela desempenhou inúmeras atividades artísticas, políticas e culturais, permitindo uma inconstância que fez de si permanentes fragmentos capazes de múltiplas combinações. Sugerimos algumas hipóteses para o apagamento e o ressurgimento de Pagu no imaginário brasileiro.

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As mil e uma noites - sobre quantas noites cabem na luz de um projetor

Gustavo Chataignier - Poliética, 6 (1), 2018.

Resumo: O texto analisa o filme “As mil e uma noites”, do cineasta português Miguel Gomes (2015), sobretudo o primeiro dos seus três episódios, intitulado “O inquieto”. A abordagem é estética na medida em que aponta para a formação histórica dos sentidos por meio da apresentação de formas – e aqui, notadamente, das imagens em movimento acompanhadas por trilha sonora. Mostrar seu tempo, então, não consiste em fazer referência a algo exterior ao desenrolar da obra, mas antes, na recriação fílmica. Tal “método”, por assim dizer, foi por nós batizado de “princípio Sherazade”, colado ao espírito do filme e à ideia crítica de origem no Benjamin do drama barroco.

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Revisitando a malandragem

José Carlos Rodrigues - Revista Alceu, 19 (37), 2018.

Resumo: Roberto Da Matta publicou a primeira edição de Carnavais, malandros e heróis em 1979. Neste livro o antropólogo sustentou que a aplicação das leis no Brasil era passível de ser compreendida com base nas indicações que quatro personagens do imaginário social brasileiro apontavam. Para ele, estes personagens eram o malandro, o otário, o caxias e o renunciador. Este artigo tratará somente dos três primeiros e incluirá mais um personagem, o “bandido”, que talvez complete um sistema mais adequado para o entendimento dos tempos em que
vivemos.

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Os grands magasins, protagonismo feminino e magia no paraíso do Consumo

Livia Boeschenstein e José Carlos Rodrigues - Sociologia e Antropologia, 8 (3), 2018.

Resumo: Resenha crítica do livro "O paraíso do consumo: Émile Zola, a magia e os grandes magazines", de Everardo Rocha, Marina Frid e William Corbo.
Rio de Janeiro: Mauad X/Editora PUC-Rio, 2016.

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Mudanças nos modos de leitura das notícias e perda de importância da home page

Adriana Barsotti e Leonel Aguiar - Revista Alceu, 18 (36), 2018.

Resumo: O artigo apresenta os resultados parciais de uma pesquisa que investiga como as mudanças nos modos de leitura das notícias na internet estão provocando mais uma transformação contemporânea no jornalismo: a invisibilidade das home pages dos sites jornalísticos. Analisa como os acessos ao noticiário, por meio de links distribuídos em redes sociais, em ferramentas de busca e nos portais acarretam perda de sentido em um valor fundamental da cultura profissional. Após levantamento de dados sobre novos hábitos de leitura, empreende revisão bibliográfica sobre a home page e utiliza entrevistas em profundidade com jornalistas para compreender o impacto do silêncio da primeira página on-line nas rotinas produtivas. Conclui que, à medida que as notícias se desprendem do contexto original da edição, os profissionais
sentem-se desafiados, mas sustentam que é preciso cumprir com sua responsabilidade social, destacando, em manchetes e chamadas, os temas de interesse público.

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Ensino com prática em jornalismo: a experiência de três laboratórios da PUC-Rio

Leonel Aguiar, Felipe Gomberg e Bruna Aucar - Rebej, 8 (23), 2018.

Resumo: O objetivo deste artigo é re-fletir sobre as três experiên-cias desenvolvidas no curso de graduação em Jornalismo na PUC-Rio: o Projeto Comu-nicar, a revista Eclética e o Portal PUC-Rio Digital. Desde 1987, o Departamento de Comunicação oferece a opor-tunidade da prática jornalísti-ca dentro da Universidade para o estudante, sob a supervisão do corpo docente da área. Quais são as caracterís-ticas que singularizam esses laboratórios de ensino-aprendizagem? Quais as contribuições dessas experiências tanto para a formação do profissional do campo do jornalismo quanto para a própria Universidade? São essas as questões que norteiam este trabalho.

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Crise no modelo de negócios do jornalismo: os casos do Infoglobo e The New York Times

Patricia Maurício - Revista Eptic, 20 (3), 2018.

Resumo: A internet trouxe a disrupção do modelo de negócios do jornalismo mercantilizado, principalmente por reduzir o valor da publicidade. É importante entender o fenômeno e as saídas buscadas por empresas tradicionais e jornalistas, considerando-se que o jornalismo é essencial para a democracia. Este artigo analisa as mudanças nos jornais da Infoglobo no Rio de Janeiro em diálogo com as do The New York Times sob a ótica da economia política da comunicação. Conclui-se que é preciso haver financiamento público direto, e que as várias iniciativas de jornalismo na internet podem levar a um jornalismo digital de qualidade e sustentável.

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Estratégias do Grupo Globo na disrupção do modelo de negócios do jornalismo

Patricia Maurício - Revista Líbero, 21 (41), 2018.

Resumo: O Grupo Globo se reestrutura face à disrupção do modelo de negócios do jornalismo, causada pela concorrência pela publicidade na internet. Além disso, empresas de tecnologia como Google e Facebook já entraram no mercado de notícias. Nos EUA, empresas jornalísticas vivem o mesmo problema, já que a maioria tem o mesmo histórico das brasileiras de financiamento principal pela publicidade. A metodologia incluiu entrevistas com funcionários e ex-funcionários do Grupo Globo. É prematuro dizer se as estratégias do grupo darão certo, mas até agora as empresas apenas encolhem, demitem e, com isso, têm dificuldade para produzir conteúdo de qualidade.

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Rastros e imagens sobreviventes na Era de Aquarius: corrosão e gentrificação na metrópole de Kléber Mendonça Filho

Renato Gomes e Tatiana Siciliano - E-compós, 21 (1), 2018.

Resumo: Os filmes de Kléber Mendonça Filho, especialmente Aquarius (2016), propiciam uma reflexão sobre as representações da metrópole e suas implicações politicas e éticas. Discute-se o direito à cidade (Lefebvre) a partir do imperativo do progresso - o binômio demolição/construção, o apagamento da memória, combinado aos processos de gentrificação. A resistência a tais processos marca a trama, centrando-se na protagonista a que podemos atrelar as categorias “rastro” (Benjamin) e “sobrevivência da Imagem” (Didi-Huberman). A cidade contemporânea é alegorizada nas imagens do câncer e dos cupins, que remetem à corrosão: a doença do corpo humano e urbano, cujo lócus é a metrópole.

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Imaginário moderno e apropriação científica do mundo: a banalização do monstro

Vera Figueiredo - Gragoatá, 23 (47), 2018.

Resumo: Com a modernidade, o imaginário medieval, povoado pelo maravilhoso, por forças sobrenaturais, monstros e aberrações, será pouco a pouco absorvido pelo domínio científico, constituindo, do ponto de vista médico e judiciário, o campo das anomalias. Tendo como corpus narrativas ficcionais brasileiras, o artigo discute as mudanças ocorridas, a partir da segunda metade do século XX, no imaginário tecnocientífico, considerando as revalorações da dicotomia corpo/espírito, realizadas em meio ao declínio de antigas matrizes de sentido.

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Em busca do peso perdido: a institucionalização de demandas culturais nos Vigilantes do Peso

Adriana Braga - Reciis, 11 (3), 2017.

Resumo: O espírito do tempo pode ser apreendido pela sua produção cultural, que se constitui como expressão da identidade cultural do grupo que a produz. Na nossa sociedade, a demanda pela posse e exibição de certo ideal corpóreo manifesta-se sob a forma de instituições que funcionam como legitimadoras de um saber pragmático orientado para aquisição do corpo idealizado, como os Vigilantes do Peso. Esta instituição promove uma forma contemporânea de sociabilidade a partir de grupos de auxílio mútuo nos quais as pessoas buscam conformar o próprio corpo ao padrão visado. A partir do estudo de peças midiáticas dos Vigilantes do Peso, três mecanismos estratégicos discursivos são observados: i) o diferencial ostentado em relação à concorrência se baseia na razão e no saber científico; ii) as estratégias retóricas se baseiam na valorização da individualidade; e iii) o paradoxo que essas estratégias representam, uma vez que o valor indivíduo está subordinado à opinião dos outros.

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The Emperor of Strong AI Has No Clothes: Limits to Artificial Intelligence

Adriana Braga e Robert Logan - Information, v. 8, 2017.

Resumo: Making use of the techniques of media ecology we argue that the premise of the technological Singularity based on the notion computers will one day be smarter that their human creators is false. We also analyze the comments of other critics of the Singularity, as well supporters of this notion. The notion of intelligence that advocates of the technological singularity promote does not take into account the full dimension of human intelligence. They treat artificial intelligence as a figure without a ground. Human intelligence as we will show is not based solely on logical operations and computation, but also includes a long list of other characteristics that are unique to humans, which is the ground that supporters of the Singularity ignore. The list includes curiosity, imagination, intuition, emotions, passion, desires, pleasure, aesthetics, joy, purpose, objectives, goals, telos, values, morality, experience, wisdom, judgment, and even humor.

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Presente que irrompe - Fotogenia e Montagem

Andrea França e Nicholas Andueza - Revista Ecopós, 20 (2), 2017.

Resumo: Passeio Público é um curta feito com as sobras de um filme de Alberto Botelho de 1924. O ensaio discute o método de montagem que favoreceu olhar para as imagens não somente como janela para outro tempo e espaço históricos, mas como imagem. Nesse percurso, a relação entre fotogenia e retomada emergiu vivamente, assim como as perguntas: o que podemos realizar com esses restos de imagem? Como retomar material tão distante no tempo? Que escolhas e implicações estão em jogo nesse gesto? A resposta a essas questões sugere que a montagem como método suscita a qualidade fotogênica do material retomado. Tal abordagem favoreceu usar imagens do passado para falar do presente e ainda redescobrir suas latências.

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Media and politics in new democracies: Europe in a comparative perspective

Arthur Ituassu - New Media & Society, v. 19, 2017.

Resumo: Book-review de Arthur Ituassu do livro: Jan Zielonka (ed.), Media and politics in new democracies: Europe in a comparative perspective. Oxford University Press: Oxford, 2015, xiv + 322 pp.; ISBN: 9780198747536

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Superposters, especialização e serviço: a Primeira Consulta Pública do Marco Civil da Internet no Twitter

Letícia Capone, Arthur Ituassu, Sérgio Lifschitz, Vivian Mannheimer - Revista Fronteiras: estudos midiáticos, 19 (2), 2017.

Resumo: O objetivo deste estudo é analisar a comunicação desenvolvida no Twitter durante a Primeira Consulta Pública do Marco Civil da Internet, de 29/10 a 17/12 de 2009, de modo a contribuir para o debate sobre os efeitos das mídias sociais nas discussões públicas no Brasil. Assim, definimos uma amostra de 1.378 tweets sobre o tema no período delimitado, buscando perceber quem são os participantes da conversa, que mídia está presente no espaço e quais os assuntos abordados. Feita a análise, encontramos uma alta incidência de vozes especializadas, alta concentração das postagens (superposters), bem como um espaço de informação e de publicidade dos mecanismos de participação. A nosso ver, apesar da concentração e especialização, que poderiam denotar um caráter elitista ao objeto, a comunicação analisada parece desempenhar um papel específico de serviço ao cidadão, com a divulgação de fontes, informação, fóruns consultivos e eventos sobre a lei e seu processo decisório.

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Eleições e mídias sociais: Interação e participação no Facebook durante a campanha para a Câmara dos Deputados em 2014

Felipe Murta, Arthur Ituassu, Leticia Capone, Luiz Leo e Roberta La Rovere - Revista Compolítica, 7 (1), 2017.

Resumo: Esta pesquisa procura analisar o potencial interativo e participativo das páginas de campanha no Facebookde candidatos à Câmara dos Deputados nas eleições de 2014 no Brasil. Para tanto, é objeto específico deste trabalho observar o conteúdo publicado nas fanpages de oito candidatos à reeleição para deputado federal pelo Rio de Janeiro durante os 30 últimos dias de propaganda eleitoral na web, de 1 de setembro a 3 de outubro de 2014. Com base em métodos qualitativos e quantitativos aplicados sobre as 840 publicações coletadas nos oito perfis, ficou claro observar que: a) não parece haver relação entre a incidência de postagens e número de ações de interação alcançadas; b) parece haver relações significativas entre os temas "plataforma de campanha" e "registro de atividades" com o número de compartilhamentos e comentários.

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Despertando para a cultura material: representações midiáticas do café e do chocolate na publicidade

Claudia Pereira - E-compós, 20 (1), 2017.

Resumo: O objetivo do artigo é discutir, à luz das teorias antropológicas, especialmente daquelas dedicadas à análise do consumo e da cultura material como fenômenos sociais, as representações de determinadas “coisas” em suas relações com valores e práticas da cultura ocidental contemporânea – aqui, o café e o chocolate, em suas representações midiáticas na Publicidade. Para tanto, este trabalho sustenta-se em autores como Marshall Sahlins (2003) e Daniel Miller (1987), entre outros. A partir do que foi aqui analisado, reforçam-se as premissas de que “coisas” e “pessoas” constituem partes de uma mesma ontologia cultural, ligadas por lógicas que estão para além da razão prática.

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Fama e afetação: as passagens de Sarah Bernhardt pelo Rio de Janeiro (1886-1905)

Everardo Rocha e Ligia Lana - Famecos, 24 (3), 2017.

Resumo: Este artigo investiga a trajetória midiática de Luz del Fuego em revistas e jornais brasileiros de 1930 a 1970. Quatro temas marcantes foram identificados: carnaval, violência, censura e política. A pesquisa examina, em torno desses temas, a relação entre celebridade, gênero e cultura, observando os modos como Luz del Fuego se posicionou como mulher famosa. O trabalho indica que Luz del Fuego soube ser um sucesso de escândalo, tendo planejado uma carreira, antes de mais nada, midiática. As conclusões mostram que, ao promover distúrbios morais no espaço público, ela participou, de maneira ambígua, das transformações dos papéis sociais de mulheres e homens entre 1950 e 1970.

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A star player and the world of goods: soccer and consumption in the public image of leônidas da silva

Everardo Rocha e William Corbo - Sociologia e Antropologia, 7 (3), 2017.

Resumo: In this article we analyse the place occupied by Leônidas da Silva1 in the advertising market and his impact on consumption patterns in the 1930s and 1940s, the period of his career as a footballer. Our aim is to investigate the forms through which, in this context, consumption and the advertising narrative capitalized on football as a way to expand purchasing habits and, in the same movement, boost the popularity of the sport, as well as the interest and mobilization surrounding it. Leônidas, a black player in an era notable for explicit racial discrimination in football and in Brazilian society in general, was considered a celebrity, a frequent presence in reports and interviews that went far beyond the limits of the sports press.

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Bens e sensibilidades: consumo, ritual e classificação publicitária

Everardo Rocha e Bruna Aucar -Revista Alceu, 17 (34), 2017.

Resumo: Este trabalho discute a narrativa publicitária como um importante operador classificatório da cultura moderno-contemporânea. O exercício da classificação é percebido como uma prática central na definição da organização de diversas sociedades. A vocação classificatória da publicidade vai promover vínculos de sentidos entre sujeitos e bens de consumo, forjando identidades desarticuladas da tradição e estabelecendo novos parâmetros para o trânsito social. As mensagens midiáticas ratificam os anúncios e fazem do consumo um fenômeno que, além de definir os significados dos bens, elabora nossas identidades sociais e experiências sensíveis.

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Le droit à l'image - le Cinéma Novo brésilien et l'apparaître

Gustavo Chataignier - Appareil, v. 1, 2017.

Resumo: Ce texte a pour but de présenter le « Cinéma Novo brésilien », la version brésilienne de ce que l’on appelle les « nouvelles vagues » du cinéma, mouvement qui s’est développé partout dans le monde à la fin des années 1950. Ses influences, italiennes et françaises touchent tant au néoréalisme qu’à la Nouvelle Vague et s’allient au geste de recréation à partir de l’imaginaire national et folklorique. Quelques réalisateurs importants se dégagent, notamment Glauber Rocha. Sa filmographie – en particulier Le Dieu noir et le Diable blond (Deus e o diabo na terra do sol, 1964) – sera lue comme une « rationalité mythique », créatrice, rendue possible par des procédures esthétiques, de nouvelles visibilités. On défendra finalement l’hypothèse que les formes sensibles sont à même d’établir, dans le domaine de l’image, un autre monde possible.

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Le Marx intempestif de Daniel Bensaïd. Au-delà de la coupure et de l’ontologie

Gustavo Chataignier - Contretemps, v. X, 2017.

Resumo: Quel est le testament de Daniel Bensaïd, si tôt disparu au début 2010 ? Comme toujours,
l’intelligibilité d’un événement ne vient qu’après coup… Nul besoin de présenter Bensaïd :
intellectuel marxiste, d’orientation trotskyste, son militantisme était indissociable de ses activités
universitaires. Ce n’était pas n’importe quelle université, mais Paris VIII Vincennes (puis SaintDenis), la novatrice, issue des révoltes et de l’ébullition de Mai 68. Les ouvriers y côtoyaient les
étudiants, dans un échange qui unifiait la sagesse pratique et le geste réflexif – chez les premiers
comme les seconds. Sa solide formation normalienne à Saint-Cloud et puis à Nanterre avait assuré à
Bensaïd une érudition qui allait de Charles Péguy à Walter Benjamin, de Lénine à Nietzsche, en
passant bien évidemment par Proust – et le vieux Maure. Il n’est pas exagéré de déclarer que pour
Bensaïd revisiter la théorie revenait à relire Marx à la lumière du temps présent et de ses urgences,
rendues théoriquement lisibles et face auxquelles il fallait politiquement s’organiser.

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Educação pela contingência - o não idêntico no seio da instituição

Gustavo Chataignier - Revista Educação e Filosofia, 31 (62), 2017.

Resumo: O intuito do trabalho é o de problematizar a educação na formação das subjetividades enquanto um locus privilegiado de reflexão da sociedade sobre si mesma. Enquanto Instituição, se insere nos processos de efetivação de forças, o que lhe confere uma posição eminentemente política. Assim sendo, serão exploradas sobretudo duas vias descritivas: primeiramente, atentar-se-á à conceituação althusseriana de "Aparelhos Ideológicos de Estado", em consonância com a teoria da ideologia do autor francês. Em um segundo momento, o campo teórico abordado será o hegeliano. Será então questão, após uma crítica ao chamado "panlogicismo" que impede o desabrochar das particularidades, um remanejamento do sistema, no sentido de privilegiar a figura da contingência. Assim, o conceito de "efetivação" ganha relevo para se pensar Instituições na história. Por fim, a "dialética negativa" adorniana se aproxima de uma formação teórica que une continuidade e ruptura. Em nosso caso, lida-se com a universidade aberta à diversidade.

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Contribuição a uma crítica da representação: do diálogo engendrado por distâncias

Gustavo Chataignier - O que nos faz pensar, 26 (40), 2017.

Resumo: Entendendo a instância da representação como normatividade apartada da experiência, tanto no quesito estético quanto no que tange à deliberação da vida em comum, pretende-se uma aproximação das esferas artística e política. No intuito de apontar para a ligação entre ambas as dimensões, mobilizamos algumas reflexões de Jacques Rancière que podem nos levar a uma chave de leitura onde a arte suspende todo o princípio de ação, ensejando assim uma ruptura na ordem da percepção e do aparecer. Neste exercício, ao se privilegiar o cinema, encontra-se ressonância com a literatura, em romances onde o efeito descritivo rompe com qualquer necessidade de resolução diegética.

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Ser jornalista na contemporaneidade: uma contribuição aos estudos da profissão

Leonel Aguiar e Claudia Rodrigues - Rebej, v.7, 2017.

Resumo: Esse artigo visa contribuir teoricamente com os estudos relacionados com a profissão de
jornalista. Utilizando a metodologia da pesquisa bibliográfica, apresenta um recorte histórico
sobre o percurso do jornalismo e a constituição dessa profissão. Com base na literatura
especializada, discute como as tecnologias digitais de informação e comunicação, ao acentuarem
a valorização da instantaneidade, e os processos de convergência midiática implicam em questões
éticas contemporâneas que afetam as rotinas produtivas no jornalismo informativo. Conclui
analisando as mudanças no ethos do testemunho e na atividade do repórter, com suas disputas
discursivas em relação aos jornalistas amadores, sejam ativistas de movimentos sociais ou
cidadãos interessados em causas pontuais.

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Um silêncio ronda as home pages: perda de audiência e mudanças nas rotinas produtivas em jornalismo

Leonel Aguiar e Adriana Barsotti - Parágrafo, 5 (1), 2017.

Resumo: Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa sobre as mudanças nas rotinas produtivas do jornalismo que estão sendo acarretadas pela perda de audiência das home pages e analisa o que essa invisibilidade das manchetes pode ocasionar na produção de sentido operada pelo jornalismo e na cultura profissional dos jornalistas. As sucessivas quedas em suas audiências significam que a maioria dos internautas não acessa mais as home pages, pois buscam o conteúdo jornalístico através de links publicados em portais e nas mídias sociais ou por mecanismos de busca. A primeira página já funcionou como estratégia comunicacional não apenas para atrair o interesse dos leitores para o produto jornalístico, mas também para demonstrar credibilidade do campo jornalístico para agendar os temas relevantes para o debate público. Hoje, conforme aponta a conclusão do trabalho, um esvaziamento do poder simbólico do jornalismo se expressa no silêncio que ronda as home pages.

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Entrevista com Laurindo Leal Filho

Patrícia Maurício e Ivonete da Silva Lopes - Revista Eptic, 19 (3), 2017.

Resumo: Laurindo Leal Filho pode ser considerado um intelectual militante no campo da comunicação pública. Sua trajetória como docente, atualmente aposentado da Universidade de São Paulo, mescla produção acadêmica e o posicionamento combativo em defesa da radiodifusão pública.

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A desintegração do modelo de negócios do jornalismo e tentativas para financiar reportagens de qualidade na internet

Patrícia Maurício - Revista Alceu, 18 (35), 2017.

Resumo: Este artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa sobre a disrupção do jornalismo tradicional, e busca mostrar como a internet colocou em xeque o modelo de negócios dos jornais tradicionais, tanto impressos como na web. O texto coteja o relatório de inovação do The New York Times, suas consequências e o novo relatório lançado em 2017 com mudanças que estão ocorrendo nos jornais cariocas O Globo, Extra e Expresso. O artigo avalia a base financeira desta desintegração de modelo e faz uma análise de caso de duas tentativas de fazer jornalismo de qualidade na internet: o Projeto Colabora e a Agência Pública. O conceito de inovação disruptiva de Christensen, e autores como Bauman e Anderson auxiliam na compreensão do que ocorre a partir das mudanças tecnológicas. A conclusão é de que o novo modelo para o jornalismo será encontrado por tentativa e erro e com veículos concentrados em nichos.

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Um dia compro apartamento e viro socialite: tipificação e estereótipo na telenovela Cheias de Charme

Licia Marta da Silva Pinto e Tatiana Siciliano - Mídia e Cotidiano, 11 (3), 2017.

Resumo: O artigo analisa a construção da personagem empregada doméstica e, por conseguinte, outros personagens (patroas e familiares) com que esta se relaciona, em representações ficcionais televisivas, dentro de um contexto de reconfigurações trabalhistas. Desse modo, observamos a utilização de recursos como estereótipos e tipificações que refletem algumas problemáticas da sociedade. Para tal, selecionamos a telenovela Cheias de Charme (2012) por seu caráter emblemático para o tema escolhido.

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A botinha branca e a echarpe verde: o sentido dos objetos no sistema de consumo

Olga Bon e Tatiana Siciliano - Tríade: Revista de Comunicação, Cultura e Mídia, 5 (9), 2017.

Resumo: O artigo se propõe a compreender o sentido dado à objetos dos mais diversos dentro de perspectivas e estudos que abarcam o fenômeno do consumo, ao entender que estes mesmos objetos passam a estetizar a vida cotidiana, a partir de sistemas classificatórios e simbologias sobrepostas em nossa sociedade contemporânea. Deste modo, nos encontramos, diariamente, atravessados pelo sistema de consumo e suas narrativas complexas, onde bens materiais são transformados em totens mágicos e poder simbólico. Neste contexto, o trabalho fará uso de autores como Jean Baudrillard para refletir sobre as relações construídas entre pessoas e objetos, a partir de um prosaico relato adolescente: a compra de uma bota branca; e de uma cena específica do filme Os delírios de consumo de Becky Bloom: a compra de uma echarpe verde.

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Ficção e resistência na cultura de arquivo

Vera Figueiredo - Matrizes, 11 (3), 2017.

Resumo: É notório o protagonismo que têm assumido, na cena cultural contemporânea, as diversas formas de documentalismo, que, no entanto, não deixam de lançar mão de procedimentos característicos das narrativas ficcionais. Ao mesmo tempo, os bancos de dados vêm ocupando um território cada vez mais significativo, disputando espaço com as narrativas no que diz respeito à maneira de estruturar nossa experiência do mundo. Diante deste quadro, o artigo indaga qual o lugar assumido pela ficção que se propõe como lugar de resistência, discutindo, a partir de obras selecionadas – tais como o romance Prova contrária, de Fernando Bonassi e o filme Hoje, de Tata Amaral –, a relação entre cotidiano e história na representação das tensões sociais.

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Narrativa e temporalidade na cultura midiática

Vera Figueiredo - Tríade: Revista de Comunicação, Cultura e Mídia, 5 (9), 2017.

Resumo: Distanciando-se das abordagens formalistas, o artigo constitui-se numa reflexão sobre o lugar da narrativa na cultura midiática, considerando a problematização da instância da enunciação, do próprio ato de narrar, intensificada ao longo do século XX. Por esse viés, discute-se o abalo da hegemonia da narrativa como forma de estruturar nossa experiência do tempo, tendo em vista o avanço da tecnologia digital e a crescente afirmação de uma cultura do banco de dados.

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Cultura multimidiática e interseção dos campos artísticos

Vera Figueiredo, Tropelias: Revista de teoría de la literatura y literatura comparada, v. 27, 2017.

Resumo: O artigo parte da crescente interseção entre campos artísticos, impulsionada não só pelos avanços tecnológicos, mas também pelos interesses do mercado de bens culturais, para pensar as mudanças nas experiências de criação e de fruição das obras, ocorridas nas sociedades multimidiáticas. Com esse objetivo, aborda projetos criativos que têm em comum o fato de expandirem as fronteiras da literatura para além do suporte do livro e de priorizarem os deslocamentos dos textos, as mixagens e apropriações, em detrimento da originalidade e da criação individual.

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